segunda-feira, 3 de maio de 2010

Françoise Hardy - La Maison Où J'ai Grandi

Esta é Françoise Hardy. Cantora e compositora. Suas letras são românticas e intimistas. E sua voz, combinada com sua interpretação, que facilmente se pode acessar no You Tube, confirmam isso. Este blog traz textos de psicanalistas como Flávio Gikovate e meus sobre psicologia, sociologia, comportamento, amor e religião também. No mais, procurem esta música abaixo e confirmem como ela é linda e contgiante. Françoise nos seus 22 anos: Vídeo: http://francoisehardyjoaquim.blogspot.com/ Blog de fotos: http://francoisehardylamitie.blogspot.com/
Site francês com o vídeo: http://www.ina.fr/media/entretiens/video/I00011566/francoise-hardy-sur-la-chanson-mon-amie-la-rose.fr.html
"É possível sensibilizar-se sem fragilizar-se". A sensibilidade é algo sublime. É um prazer sentir, sem fragilizar-se.

La Maison Où J'Ai Grandi

Quand je me tourne vers mes souvenirs,
je revois la maison où j'ai grandi.
Il me revient des tas de choses:
je vois des roses dans un jardin.
Là où vivaient des arbres, maintenant
la ville est là,
et la maison, les fleurs que j'aimais tant,
n'existent plus.
Ils savaient rire, tous mes amis,
ils savaient si bien partager mes jeux,
mais tout doit finir pourtant dans la vie,
et j'ai dû partir, les larmes aux yeux.

Mes amis me demandaient:
"Pourquoi pleurer?" et
"Couvrir le monde vaut mieux que rester.
Tu trouveras toutes les choses qu'ici
on ne voit pas,
toute une ville qui s'endort la nuit
dans la lumière."
Quand j'ai quitté ce coin de mon enfance,
je savais déjà que j'y laissais mon cœur.
Tous mes amis, oui, enviaient ma chance,
mais moi, je pense encore à leur bonheur,
à l'insouciance qui les faisait rire,
et il me semble que je m'entends leur dire:
"Je reviendrai un jour, un beau matin
parmi vos rires,
oui, je prendrai un jour le premier train
du souvenir."

Le temps a passé et me revois là
cherchant en vain la maison que j'aimais.
Où sont les pierres et où sont les roses,
toutes les choses aux quelles je tenais?
D'elles et de mes amis plus une trace,
d'autres gens, d'autres maisons ont volé leurs places.
Là où vivaient des arbres, maintenant
la ville est là, et la maison, où est-elle,
la maison où j'ai grandi?
Je ne sais pas où est ma maison,
la maison où j'ai grandi.
Où est ma maison?
Qui sait où est ma maison?
Ma maison, où est ma maison?
Qui sait où est ma maison?...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Para os "evangélicos": Porque ainda tens inimigos? Ou não porque não te reconcilias? Tens certeza que estás na palavra? E para os que ainda não são: Abracem!



Mateus, Capítulo 5, versículos de 23 a 26 e 43 a 48.

23.    Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,  
24.    deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.  
25.    Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.
26.    Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.  

43.    Ouvistes que foi dito: "Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo". (Pessoas comuns o dizem). 
44.    Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;  para que vos torneis filhos do Vosso Pai que está nos céus;
45.    Porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.  
46.    Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?  
47.    E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?  
48.    Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

FLÁVIO GIKOVATE - TEXTO PSICOLÓGICO - SAWABONA - SHIKOBA.
Um texto muito precioso do saudoso Psiquiatra Flávio Gikovate, que nos deixou neste ano de 2016. Coloco-o aqui, na íntegra, certamente, este texto ajudará a muitos casais:
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FLÁVIO GIKOVATE
"As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo... Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer: Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante p’ra mim”: Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é: “Então eu existo pra você”.

O CIUMENTO NÃO NAMORA: ELE PENSA QUE FAZ ISTO.

O ciumento não namora: Ele tenta usar o outro como um espelho da própria personalidade e das próprias atitudes. Fracassando, fracassado está o relacionamento amoroso do ciumento.
O ciúme é uma viagem no próprio ego. É um namoro com o próprio ego. A exclusividade idealizada pelo "ciumento" (Na realidade um doente psicológico) é uma fantasia humana perversa. (Joaquim Cutrim).
O ciúme é típico de pessoas inseguras que querem "engavetar" o "ingavetável": O pacto de lealdade e o sentimento que deve haver entre duas pessoas que se chamam amigas ou amantes, ou coisa que o valha.
A primeira coisa que moralmente deve existir entre duas pessoas que se dizem um casal, é um pacto de lealdade. E esse pacto é sagrado. Tão sagrado quanto a integridade moral daquele que pactua. Acusar de deslealdade sem provas é uma atitude leviana e má, pois é magoar alguém que não quebrou esse pacto. Acusar de deslealdade sem prova é tão desleal quanto ser desleal de verdade, em um relacionamento amoroso ou de sociedade.
As pessoas precisam aprender que só se ama alguém se se respeita essa pessoa, e o respeito passa pela intangibilidade da moral do outro. Quem, sem motivo, ataca a outra pessoa moralmente, não é digno dela e nem terá condições de amar ninguém. Para atacar moralmente alguém, basta desconfiar da moral dessa pessoa; e a acusação de deslealdade é um ataque moral.
Na realidade, as pessoas precisam aprender que amar não é comprar um objeto e dele ter posse e controle. Quem age assim, ainda está na fase objetal da infância, onde tudo é tratado como objeto, inclusive o amor da mãe e do pai, o conhecido amor objetal.
Ao passar para a fase adulta, as pessoas devem aprender que amar alguém é uma entrega onde o risco de perder o amor da pessoa amada faz parte. Amor não tem seguro de vida; não é um mecanismo que se regule e se controle. Amor é uma dádiva Divina, que Deus dá e retira, quando Ele bem entender. Pois há outras pessoas no mundo que podem cruzar o caminho de ambas e findar um antigo amor para começar outro, ou, outros.

"A paixão é uma autocópula antropofágica". (Joaquim Cutrim). Você transa consigo devorando o corpo e a mente do outro. Você conhece seus amigos? Quer conhecer alguém? Conflite com ela. Logo você saberá o tamanho do ego dessa pessoa, e o desejo pelo prazer que ela tem em estar com você.

E-mail: joaquim777@gmail.com